Governo do Rio de Janeiro Rio Poupa Tempo na Web Informação Pública
Acessibilidade na Web  Aumentar letra    Diminuir letra    Letra normal
PROGRAMA ESTADUAL DE TANSPLANTES
Início » Fique por dentro » Dúvidas frequentes

Dúvidas frequentes

Clique na questão para esclarecer sua dúvida.

O que é necessário para doar órgãos e/ou tecidos?

Não é necessário registro em qualquer documento ou em cartório, nem mesmo em testamento. Basta apenas informar seu desejo aos seus familiares. A Lei federal de 1997 (Lei no 9.434) mudou em 2001 (Lei no 10.211) e, desde então, o que consta na Carteira de Habilitação ou de Identidade perdeu valor, prevalecendo a vontade da família.

Voltar ao Topo


Como minha família saberá sobre a possibilidade da doação de órgãos e/ou tecidos?

No momento oportuno, logo após a declaração da sua morte, a sua família será informada quanto à possibilidade de doação de seus órgãos e/ou tecidos. Caso concordem, os familiares serão convidados a assinar os documentos necessários. Para quem é maior de 18 anos, é necessária a assinatura de esposo(a) ou parente até 2º grau (pai/mãe, filho(a), avô(ó), neto(a), irmão(ã)) e a presença de pelo menos um desses parentes para autorizar a doação. Caso contrário, será necessária uma autorização judicial. Caso o(a) falecido(a) tenha menos de 18 anos, é necessária a assinatura da mãe e do pai ou do responsável legal pelo menor. Na ausência de um deles, somente com autorização judicial.

Voltar ao Topo


O que acontecerá depois que eu autorizar a doação dos órgãos do meu familiar?

Será providenciada a coleta de sangue para a realização de exames idênticos aos de doação de sangue, incluindo HIV, Hepatite B e C, HTLV-I/II, Sífilis, Doença de Chagas, Citomegalovirus, Toxoplasmose, entre outros, equivalendo a cerca de 40-50ml de sangue. Cerca de 4 a 6 horas depois, inicia-se a cirurgia de retirada dos órgãos e/ou tecidos, que tem duração variável. Após a cirurgia, a equipe médica recompõe o corpo do doador, que terá apenas os pontos no local operado, não impedindo a realização de um velório habitual. Todos os procedimentos envolvidos neste processo são realizados gratuitamente por equipes especialmente treinadas. Caso a morte tenha decorrido de causa não natural, o corpo segue para o IML e é submetido a uma necropsia.

Voltar ao Topo


E se a pessoa morrer em casa e a família desejar doar os órgãos/tecidos?

Neste caso, apenas as córneas poderão ser doadas. É muito importante que seja providenciada o mais rápido possível a declaração de óbito em casos de morte de causa natural e, em seguida, que o óbito seja imediatamente comunicado ao Programa Estadual de Transplantes, pois a doação só é possível se for realizada em até 6 seis horas após a parada do coração. Um profissional do Banco de Olhos irá até o falecido para providenciar a autorização por escrito. Em seguida, será providenciada a coleta de sangue para realização de exames e, após a obtenção dos resultados, finalmente ocorre a retirada das córneas. Posteriormente, o corpo é submetido à reconstituição. Quanto à retirada dos outros tecidos e órgãos, por se tratar de um procedimento mais complexo, não é possível a sua realização fora do hospital. Caso a morte tenha decorrido de causa não natural, o corpo deverá ir para o IML para ser submetido à necropsia.

Voltar ao Topo


O que pode ser doado após a morte?

Há duas situações de morte: a morte encefálica, que é a morte do encéfalo (cérebro+tronco encefálico) e a morte por coração parado.Na morte encefálica, os órgãos que podem ser doados são: o coração, os dois pulmões, o fígado, os dois rins, o pâncreas e o intestino. Os tecidos como córneas, ossos, pele e válvulas cardíacas também podem ser doados nesta situação.Já na morte por coração parado, somente os tecidos (córneas, ossos, pele e válvulas cardíacas) podem ser doados. No Brasil, não é permitido o transplante de nenhum outro órgão, como por exemplo: pênis, útero, mão e outras partes do corpo humano.

Voltar ao Topo


Como fica o corpo da pessoa que doa?

No transplante de córnea, o profissional coloca uma prótese redonda no globo ocular e usa uma cola apropriada para o(a) paciente permanecer com o mesmo aspecto. Não ocorre qualquer deformidade após a doação. No transplante de ossos, retiram-se principalmente ossos do braço (úmero) e da coxa (fêmur). Em seguida, a equipe de ortopedia coloca uma prótese de PVC no local. São refeitas as juntas do joelho, do quadril, do ombro e do cotovelo.Após a retirada dos órgãos e tecidos, a equipe médica recompõe o corpo do doador, que terá apenas os pontos no local operado, não impedindo a realização de um velório habitual. No transplante de pele é retirada somente uma fina porção da pele do dorso das costas e das coxas, sem alterações na aparência de quem faleceu.

Voltar ao Topo


Que órgãos/tecidos podem ser doados em vida?

Órgãos que podem ser doados: parte de um dos pulmões, parte do fígado, um dos rins. Tecidos que podem ser doados: ossos, medula óssea, cordão umbilical, sangue e esperma.
Doação entre pessoas vivas são autorizadas somente para cônjuge ou parentes até 4º grau (pais, irmãos, netos, avós, tios, sobrinhos e primos). Para pessoas com grau de parentesco mais distante ou sem relação consanguínea, as doações devem ser feitas com autorização judicial.

Voltar ao Topo


Por que transplantar um órgão ou tecido? Quem precisa de um transplante?
Principais Indicações
CORAÇÃO Portadores de doenças graves no coração, com alteração na sua forma e força.
PULMÃO Portadores de doenças pulmonares crônicas avançadas, em geral por fibrose, enfisema ou por hipertensão pulmonar.
FÍGADO Portadores de cirrose hepática por hepatite, álcool ou outras causas e portadores de alguns tumores no fígado.
RIM Portadores de insuficiência renal crônica já com indicação de algum tipo de diálise, independentemente de estar ou não fazendo o tratamento.
PÂNCREAS Diabéticos que tomam insulina e necessitam dela para sobreviver (Diabetes Mellitus tipo I), em geral, quando estão com doença renal associada.
INTESTINO Portadores da Síndrome do Intestino Curto ou de síndromes graves de má absorção englobam uma série de distúrbios gastro-intestinais e sistêmicos.
CÓRNEAS Portadores de doenças específicas na córnea, agudas ou crônicas. Doenças no olho que não sejam na córnea não tem indicação de transplante.
MEDULA ÓSSEA Portadores de alguns tipos de leucemia e de linfoma, aplasia de medula e algumas outras doenças hematológicas e auto-imunes.
OSSO Pacientes com perda óssea por certos tumores ósseos ou trauma.
PELE Pacientes com grandes queimaduras.


Voltar ao Topo


Quem pode e quem não pode ser doador?

A princípio, qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos e tecidos. Constatado o falecimento, uma avaliação clínica cuidadosa definirá quais órgãos e tecidos estão viáveis para transplante. Lembrando que história previa de hepatite não impede a doação de órgãos e que uma equipe médica irá avaliar cada caso.
Indivíduos sem identificação e aqueles que não possuam documento oficial de Identidade com foto não podem ser doadores. Pessoas sem parente maior de 18 anos que possam assinar o Termo de Autorização Familiar não podem ser doadores.

Voltar ao Topo


Quem recebe os órgãos e tecidos? Para onde vão os órgãos doados?

Um único doador pode beneficiar vários receptores, selecionados a partir de uma lista única nacional. Os receptores são separados por órgãos, tipos sanguíneos e outras especificações técnicas. Esta lista única apresenta uma ordem cronológica de inscrição, sendo os receptores selecionados nessa ordem, em função da gravidade ou compatibilidade sanguínea e genética com o doador. A existência desta lista única assegura a seriedade e a transparência de todo o processo. Por questões éticas, não é possível que a família do doador saiba para quem foi o órgão, já que há inúmeros casos de problemas sociais graves relacionados a isso. O transplante nem sempre será bem-sucedido e algum órgão pode ser descartado por apresentar algum problema que traga riscos a quem irá recebê-lo.

Voltar ao Topo


Posso doar um órgão para um parente (ou conhecido) na fila ou se alguém da fila me solicitar?

As doações após a morte são direcionadas pelo Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro somente para as pessoas inscritas na lista única, seguindo estritamente os critérios de ordem cronológica de inscrição, gravidade do caso e compatibilidade genética, não podendo a família escolher para quem doar. Há um caráter de solidariedade do ato. Cada doação realizada contribui para o andamento da lista. Por outro lado, existe a possibilidade de doação de rim e parte do fígado em vida, de acordo com a avaliação do médico que atende à família, para cônjuge ou parente de até 4º grau (pais, filhos, avós, irmãos, netos, tios e primos). Para outras pessoas, nesse caso, dependendo de autorização judicial.

Voltar ao Topo


O que é morte cerebral/encefálica?

O termo correto é morte encefálica ou morte de todo o encéfalo. O encéfalo inclui o cérebro e o tronco cerebral. É responsável pelas funções essenciais do organismo como o controle da pressão, da temperatura e da respiração, entre outras. Após algumas agressões neurológicas, as células do cérebro podem morrer e deixarm de cumprir essas funções, quadro que é irreversível. O coração continua batendo sozinho por causa do seu marcapasso interno ? que é temporário ?, e os aparelhos e remédios podem manter a respiração e a pressão, mas por um espaço curto de tempo.

A morte do encéfalo não é a mesma coisa que o coma. No coma, o paciente está desacordado e vivo tendo o comando das funções básicas de manutenção da vida. Para esta diferenciação são feitos dois exames bem completos, por dois médicos diferentes, sendo pelo menos um deles um neurologista. Há um intervalo de tempo mínimo a ser esperado entre um exame e outro, dependendo da idade. Nenhum desses médicos pode pertencer à equipe de transplante. Além disso, é realizado um exame complementar para ter certeza de que as células do cérebro não funcionam mais, não deixando dúvidas sobre a morte.

Quando é constatada a morte encefálica, significa que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante. A notificação da morte encefálica para o Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro é obrigatória por lei, mesmo quando a família não quer a doação. Nesse caso, os aparelhos serão desligados já que o indivíduo está legalmente e medicamente morto.

Voltar ao Topo


Informações sobre Medula Óssea

Para se cadastrar como doador de Medula óssea no REDOME, entre em contato com o HemoRio: 0800-282-0708.

Hoje, a única terapia aprovada pela ANVISA e/ou pelas sociedades médicas é de transplante com células-tronco para as doenças hematológicas graves. Não existe indicação técnica amplamente empregada no mundo inteiro para outros tipos de tratamento com células-tronco.

Voltar ao Topo


Onde posso me inscrever para transplante?

Você pode ver os endereços e telefones das Instituições credenciadas para acompanhamento médico de receptores de órgãos e/ou tecidos estão no tópico: "Profissionais de Saúde" - Equipe Credenciada". Clique aqui para ver este tópico.

Voltar ao Topo


Se os médicos souberem que podem doar meus órgãos, não vão deixar de cuidar de mim enquanto paciente?

Não. A prioridade é sempre salvar a vida do(a) paciente. A doação de órgãos só ocorrerá após a constatação da morte do indivíduo. É importante ressaltar ainda que a doação de órgãos só ocorre após a constatação da morte encefálica, adicionada à autorização familiar em documentação formal.

Voltar ao Topo


Pessoas ricas têm mais chances de serem transplantadas?

Não, os ricos não são beneficiados. Existem critérios de seleção dependendo do órgão, numa lista única em todo o país, que leva em conta, por exemplo, a gravidade, o tempo de espera, a compatibilidade do tipo de sangue, etc.

Voltar ao Topo


Se eu tive hepatite (ou alguma outra doença), não poderei doar?

Não há limites de idade ou de doença específica. Até mesmo quem teve ou tem hepatite pode se tornar um doador de órgãos. Cada situação será avaliada individualmente pela equipe médica.

Voltar ao Topo


Minha família terá custos se eu quiser doar órgãos?

Não há custos para a família quanto à doação de órgãos e tecidos, embora os custos com o funeral continuem sendo de responsabilidade da família.

Voltar ao Topo

Ligue 155 - disque transplante

Secretaria de saúde
Links interessantes:
Rio com saúde Rio sem fumo Rio imagem Rio contra dengue