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28/03/2019

Saiba como funciona a lista de espera por um transplante


Saiba como funciona a lista de espera por um transplante
A doação de órgão é um gesto de amor que pode significar a única esperança de continuar vivendo para muitas pessoas. Mas se é inegável a grandiosidade e a nobreza deste ato, é também justificável as muitas dúvidas que rondam a questão. Talvez uma das principais diga respeito à lista de espera.

Como funciona? É confiável? Quem tem mais dinheiro passa a frente? Estas são questões recorrentes, mas antes de respondê-las, vale explicar o que é exatamente o transplante.

O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto. Falando assim pode parecer tão simples quanto simples, mas sabemos que não é.

Tanto a doação quanto o transplante envolve muitas dúvidas e uma delas é a lista de espera. Como afinal funciona esta lista?

Esta lista é única em todo o país e o sistema é informatizado. Cada órgão tem uma fila específica e, ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar, a ordem de inscrição não determina que o primeiro a se inscrever receberá o órgão antes do segundo e assim consecutivamente.

São as condições médicas que definem a preferência. Entre estas condições está a compatibilidade dos grupos sanguíneos, o tempo de espera e a gravidade da doença. Na prática, isso significa que pacientes com maior risco de morte têm a preferência.

Para transplantes de fígado, por exemplo, o risco de morte é mensurado por um índice matemático chamado Model for End-stage Liver Disease, ou Meld (em português, Modelo para a Doença Hepática em Estágio Terminal, em uma tradução aproximada). O cálculo é feito com base nos exames laboratoriais do doente. Quanto maior for o resultado desse cálculo, mais à frente da lista o paciente é posicionado.

Já quem espera por um rim é posicionado na lista de acordo com a compatibilidade. Isso significa que os órgãos do doador passam por exames e uma análise genética completa e, após os resultados, são feitas análises comparativas com todos os pacientes. Os mais compatíveis ganham mais pontos, assim como o tempo de espera também é um fator determinante e condições médicas como diabetes, por exemplo, garantem maior pontuação. Cada vez que um rim é doado, um novo ranking é gerado.

É importante lembrar também que, apesar de a lista de espera ser única e nacional, as distribuições são regionalizadas, por questões de logística de transporte e o tempo de isquemia, ou seja, o prazo de duração que o órgão resiste sem irrigação fora do corpo. Isto é, primeiramente, o órgão do doador é viabilizado para um receptor do mesmo estado.

É importante destacar, também que a condição financeira do paciente que precisa de um transplante não tem qualquer influência. É errado acreditar que a condição financeira de um paciente influencia o lugar dele na lista de espera de um transplante. Todos têm direito às mesmas oportunidades.

Ligue 155 - disque transplante

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